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Com o objetivo de somar esforços a outras iniciativas já em andamento, anunciadas pelo governo do estado, a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) lançou edital que visa fomentar pesquisas sobre as doenças disseminadas pelo mosquito Aedes aegypti. Intitulado Programa Pesquisa em Zika, Chikungunya e Dengue no Estado do Rio de Janeiro – 2015, a iniciativa poderá ser ampliada com esforços e apoio financeiro de outros órgãos públicos, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Ministério da Saúde (MS) e/ou do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap). O montante inicial de recursos alocados no edital é de R$ 10 milhões, a serem repassados ao longo de dois anos. O prazo para submissão de propostas, na primeira etapa, vai até 14 de janeiro.

De acordo com o diretor Científico da Faperj, Jerson Lima Silva, o edital deverá consolidar os esforços que a Fundação já vinha fazendo há alguns anos, com a criação de quatro a oito redes temáticas para atender a questões de curto e médio prazos, especialmente no que tange à chegada do zika vírus e seus impactos em gestantes, causando transtornos graves à saúde, como no caso do surto de microcefalia. “Já vínhamos, há quase uma década, investindo em programas e ações, isoladamente ou em conjunto com outras e agências do MCTI e MS (INCTs, PPSUS, Pronex, Pensa Rio, Prioridade Rio, Programa de Doenças Negligenciadas e parcerias com Fiocruz, entre outros), de combate e pesquisa em doenças negligenciadas e reemergentes, como dengue, malária, leishmaniose e febre amarela”, diz o dirigente. “O estado do Rio de Janeiro concentra parte importante do conhecimento gerado ao longo dos últimos anos sobre flavivírus, e descobertas importantes já foram assunto de artigos científicos que se tornaram referência para quem pesquisa o assunto, em particular, sobre a dengue”, completou.

O presidente da Faperj, Augusto C. Raupp, destaca que os trabalhos e resultados a serem alcançados com a iniciativa não deverão terminar ao final da vigência do edital. “O conteúdo do programa prevê, ao término do trabalho de pesquisa, a possibilidade de transferência de tecnologia para empresas, que poderão, assim, dar continuidade a essas iniciativas”, disse.

O edital deverá apoiar o estudo das três arboviroses – zika, chikungunya e dengue – abrangendo diversos aspectos, como fisiopatologia das doenças, seus aspectos clínicos, diagnóstico, epidemiologia, interação vetor-vírus, ecologia dos vetores envolvidos, controle e monitoramento de vetores, desenvolvimento de kits-diagnóstico e divulgação científica. Os recursos financeiros poderão ser utilizados para o estabelecimento e melhoria de infraestrutura e despesas de custeio previstas em projetos apresentados por pesquisadores com vínculo empregatício/funcional com instituições de ensino e pesquisa do estado do Rio de Janeiro. Serão formadas até oito redes, congregando grupos de pesquisadores com reconhecida competência nos temas listados, com a finalidade de auxiliar na prevenção, diagnóstico e tratamento, e que possibilitem a aplicabilidade clínica e a adoção de ações públicas para a melhoria da qualidade de vida da população fluminense.

As propostas serão analisadas em duas etapas: na primeira, o proponente deverá encaminhar um pré-projeto, descrevendo a originalidade, objetivos e metas a serem atingidos, além de uma breve estimativa dos itens financiáveis. Na etapa seguinte, as propostas deverão apresentar as eventuais modificações sugeridas pelo Comitê Gestor da Faperj e apresentar orçamento detalhado e justificado dos itens imprescindíveis à realização das atividades previstas.


Confira a íntegra do edital Programa Pesquisa em Zika, Chikungunya e Dengue no Estado do Rio de Janeiro – 2015

Fonte: Faperj