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Foto: Pablo Saborido/CLAUDIAO Instituto Oswaldo Cruz (IOC) realiza pesquisas, desenvolvimento e inovações por meio dos seus 72 laboratórios, sendo um deles o Laboratório de Vírus Respiratório e Sarampo do IOC, chefiado pela virologista Marilda Siqueira. A pesquisadora foi indicada ao Prêmio CLAUDIA, maior premiação feminina da América Latina, pelo seu trabalho em prol da saúde. A etapa de votação popular pela internet está aberta e todos estão convidados a votar. Clique aqui e participe.

Marilda esteve à frente de duas grandes conquistas brasileiras: a eliminação de rubéola e do sarampo. No final de 2015, estava confirmada a eliminação da rubéola e da síndrome da rubéola congênita no País e nas Américas, uma notícia muito importante para as gestantes, que estavam vivendo a preocupação com o Zika vírus. O vírus da rubéola durante a gravidez pode causar aborto e parto prematuro, além de danos ao bebê. Em 2016, o Brasil deu adeus ao sarampo, uma das doenças mais contagiosas que existem. Pela primeira vez na história, uma região no mundo recebia a certificação de eliminação da doença que, nos casos graves, pode causar cegueira, encefalite, diarreia intensa, infecções do ouvido e pneumonia, sobretudo em crianças com problemas de nutrição e pacientes imunodeprimidos.

Influenza

A pesquisadora também está na linha de frente do vírus respiratório Influenza, conhecido como vírus da gripe. O laboratório que chefia integra o Sistema Global de Vigilância e Resposta à Influenza da Organização Mundial da Saúde (OMS) e atua como referência nacional sobre o tema junto ao Ministério da Saúde. A coordenação dos esforços de diagnóstico laboratorial dos casos de influenza pandêmica no Brasil, em 2009; a elaboração do plano de preparação da OMS para o enfrentamento da gripe aviária; e a capacitação de Laboratórios Centrais de Saúde Pública para diagnóstico da Influenza e de outros vírus respiratórios, a partir da implementação de novo método de diagnóstico, foram alguns de seus numerosos esforços nessa área.

Entre os anos de 2013 e 2016, Marilda Siqueira coordenou o projeto “Infecção Respiratória Aguda Grave (Sari) em hospitais Brasileiros: características clínicas e etiologia”, que buscava o estabelecimento de um ramo no Brasil da Rede Global de Vigilância Hospitalar de Influenza, nas cidades do Rio de Janeiro, Fortaleza e Porto Alegre. Ela também esteve à frente dos projetos “Vigilância e resposta à gripe aviaria” e “Identificação e caracterização de novos agentes infecciosos entre os pacientes supostamente infectados com vírus respiratório”, em 2006.

Para saber mais sobre a pesquisadora, acesse a matéria do IOC/Fiocruz.

Fonte: Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz