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Desafio. Essa é a palavra que acompanha o dia a dia das crianças diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e de seus cuidadores. “A criança precisa de acompanhamento e tratamento, mas não podemos esquecer que os pais também são sujeitos nesse sofrimento”, pontuou Marcos Jordão, coordenador técnico do Centro de Atenção psicossocial Infantil (Capsi) Heitor Villa Lobos, em entrevista concedida à Revista Radis. O psicólogo utilizou a palavra “sofrimento” para trazer à tona a discriminação, incertezas, medo e falta de assistência adequada para as crianças autistas e seus familiares.

Caracterizado pela dificuldade na comunicação e na realização de comportamentos repetitivos, o autismo se apresenta de formas variadas de pessoa para pessoa, o que pode exigir tratamentos individualizados. O termo “espectro autista” é utilizado pelo fato de englobar muitas situações diferentes umas das outras podendo ir de graus mais leves a mais graves. Contudo, todos os casos apresentam dificuldade de comunicação e relacionamento social, independente do grau que o paciente se encontra.

Hoje, a estimativa é que vivam no Brasil mais de 2 milhões de pessoas com a síndrome. A ciência ainda não consegue afirmar a causa principal do autismo, mas foi admitida a existência de múltiplos fatores, como os genéticos, biológicos e até ambientais. Como não existe um tratamento que supere totalmente os sintomas do transtorno, a criança autista será necessariamente um adulto autista. Por isso a importância do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, criado em 2008 pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de impulsionar o compromisso político e a cooperação internacional a favor de investimentos maiores nos setores sociais, educacionais e laborais das pessoas autistas.

CAPS

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) fazem parte de uma importante estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) para o correto acompanhamento e tratamento de pacientes com transtornos mentais, entre eles o autismo. A Fiotec, hoje, auxilia na gestão administrativa dos CAPS por meio de um projeto executado pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). A instituição ainda participou diretamente da construção do CAPS II – Carlos Augusto Magal, inaugurado em novembro de 2017 na região de Manguinhos, no Rio de Janeiro.