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Foto: Facebook PrEP Brasil.Beatriz Grinsztejn, chefe do laboratório de Pesquisa Clínica em DST e Aids, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), tomou posse como conselheira para a América Latina e Caribe na International Aids Society (IAS). Fundada em 1988, a IAS é a maior associação mundial da área e reúne pesquisadores, gestores e representantes de movimentos sociais de 180 países que trabalham em todas as frentes na busca da redução global do impacto do HIV. A solenidade foi realizada durante a Conferência Internacional sobre Aids e a Conferência do IAS sobre o HIV, dois dos encontros mais prestigiados sobre o tema no mundo, na Holanda.

Para a presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima, ter uma pesquisadora da Fundação no Conselho da IAS é uma conquista. “É uma alegria para nós. É o reconhecimento da trajetória pessoal, da relevância da produção acadêmica e do trabalho de Beatriz na chefia do laboratório. Indicador da tradição e excelência do INI/Fiocruz em todos os campos que envolvem a pesquisa clínica em doenças infecciosas”, destacou.

“Beatriz é uma das principais interlocutoras do nosso departamento para diversos temas, entre eles a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP).  Num mundo que precisa tanto dialogar sobre representações, é extremamente emblemática a escolha de uma mulher brasileira, latino-americana, para ocupar este lugar. Estamos muito felizes pela nomeação e tenho certeza de que nós nos sentiremos muito bem representados por ela”, declarou Adele Schwartz Benzaken, diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

A análise das candidaturas e o processo de eleição tiveram início em novembro de 2017. O conselho da IAS é integrado por 20 membros eleitos, quatro representantes de cada região e o mandato tem duração de quatro anos. Historicamente a IAS contou com um número reduzido de representantes femininas da região das Américas e Caribe no Conselho, entre as quais, uma única brasileira, há mais de duas décadas atrás, Lair Guerra de Macedo, então Diretora do Programa Nacional de Aids do Brasil. Além dela e de Beatriz, apenas duas outras mulheres representaram nossa região, a argentina Mercedes Weissenbacher e a venezuelana Gloria Echeverría de Pérez.
 
Beatriz Grinsztejn

Graduada em Medicina pela Universidade Federal Fluminense, Beatriz fez mestrado e doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Dedicou sua carreira à Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas e Parasitárias, principalmente ao estudo da prevenção e tratamento do HIV/Aids, co-infecções e comorbidades associadas. Além de chefiar o Laboratório de Pesquisa Clínica em DST e Aids do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, também atua como docente no curso de pós-graduação Stricto sensu do Instituto. Líder do Grupo de Pesquisa Clínica e Epidemiológica em HIV/Aids (Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq), também é consultora do Ministério da Saúde, onde integra a Comissão Assessora para o Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos (CAA). 

No âmbito internacional, participa do HIV/Aids Adult Guidelines Development Group, da Organização Mundial da Saúde, do Scientific Expert Panel, da Unaids, do Therapeutic Advisory Committee da Organização Pan-americana de Saúde, além de integrar redes de pesquisa como o Aids Clinical Trials Groupe a HIV Prevention Trials Network NIAID/NIH (E.U.A). Beatriz também é membro do Comitê Executivo da rede Aids Clinical Trials Group, e faz parte do International Advisory Board dos periódicos The Lancet HIV e do Journal of the International Aids Society.