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O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), junto com outras instituições de pesquisa, identificou novas substâncias com potencial uso no tratamento contra a malária. A doença chega a atingir 200 milhões de casos por ano em todo o mundo, sendo uma das principais formas de morbidade e mortalidade nas áreas tropicais e subtropicais.

Para selecionar as moléculas, os pesquisadores fizeram buscas em bibliotecas de compostos e identificaram, por meio de análises computacionais, substâncias que possam ter efeito antimalárico. Mais especificamente, buscaram por substâncias com potencial ação contra as enzimas quinases do Plasmodium vivax, responsável por cerca de 85% dos casos de malária no Brasil.

A pesquisa contou com a participação voluntária de pacientes infectados com malária vivax. Foram coletadas amostras desses indivíduos, que foram submetidas a testes com as moléculas selecionadas. Das oito substâncias escolhidas nesta fase dos estudos, todas apresentaram atividades contra o micro-organismo causador da doença. Embora o estudo ainda esteja em andamento, a estratégia de buscar substâncias em bibliotecas pode trazer mais agilidade na busca por novos antimaláricos.

Saiba mais sobre a pesquisa no site da Fiocruz Amazônia.

IOC/Fiocruz se junta à batalha contra a malária

O Instituto Oswaldo Cruz, com apoio da Fiotec, promove o projeto "Capacitação em entomologia aplicada à malária para técnicos dos estados da Amazônia Legal", coordenado pelo pesquisador José Bento Lima. A iniciativa liderada pelo chefe do Laboratório de Fisiologia e Controle de Artrópodes Vetores propõe uma atualização sobre aspectos da biologia e da ecologia dos mosquitos vetores de malária, a identificação dessas espécies, e a análise dos indicadores entomológicos utilizados para se estudar a doença.

José Bento é o entrevistado da vez na coluna "Diálogo com", do Conexão Fiotec-Fiocruz. A próxima edição do informativo estará no ar ainda esta semana, fique ligado!


Fonte: Agência Fiocruz de Notícias (AFN).