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Wolbachia Febre AmarelaFoto: Peter IliccievA presença da bactéria Wolbachia em Aedes aegypti tem a capacidade de reduzir a transmissão do vírus da febre amarela nesta espécie de mosquito. A descoberta é o tema de um artigo publicado pela Gates Open Research. A pesquisa que resultou no artigo, intitulado Pluripotency of Wolbachia against Arbovirus: the case of yellow fever, foi supervisionada pelo pesquisador da Fiocruz e líder do World Mosquito Program (WMP) no Brasil, Luciano Moreira. O WMP é um programa internacional de combate à doenças transmitidas por mosquitos e, no Brasil é conduzido pela Fundação.

O artigo é resultado do trabalho conjunto de pesquisadores de três instituições: Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas), Fundação Ezequiel Dias (Funed) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Clique aqui para acessar.

A transmissão urbana da doença por Aedes aegypti não é relatada no Brasil desde 1942. Entretanto, pesquisadores apontam que o risco de reurbanização da febre amarela existe, uma vez que o Aedes aegypti está presente na maioria das cidades de clima tropical e subtropical do mundo e foi o principal vetor no passado. Entre os anos de 2016 e 2018 o Brasil enfrentou alguns surtos de febre amarela, arbovirose transmitida pelos mosquitos silvestres dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Houve mortalidade de até 30%. Atualmente, além da febre amarela, o Método Wolbachia é eficiente na prevenção da transmissão das seguintes arboviroses: dengue, zika, chikungunya e febre mayaro.

O estudo

Para realizar a pesquisa foram utilizados dois grupos isolados de vírus da febre amarela (YFV), obtidos de humanos e de macacos, originários dos últimos surtos ocorridos no estado de Minas Gerais. Esses vírus foram multiplicados em cultura de células de insetos e adicionados à alimentação sanguínea ministrada a Aedes aegypti com e sem Wolbachia. Como as amostras de sangue usadas na alimentação poderiam conter anticorpos devido a, por exemplo, aplicação da vacina contra a doença, a amostra passou por um processo para assegurar a eliminação desses anticorpos antes de alimentar os mosquitos.

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Fonte: Agência Fiocruz de Notícias (AFN).