Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência - Fiotec

Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência

O Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado no dia 11 de fevereiro, foi instituído em 2015 pela Assembleia das Nações Unidas. O objetivo central é celebrar os feitos de mulheres nas áreas de ciência e tecnologia, além de encorajar as gerações mais novas a buscarem a carreira científica.

De acordo com um relatório levantado pela Open Box da Ciência, atualmente, temos mais de 31 mil cientistas mulheres no país. O número representa 40,3% do número total de pesquisadores que declararam ter doutorado na plataforma Lattes.

As pesquisas englobam as áreas de linguística, letras e artes, engenharias, ciências sociais aplicadas, ciências exatas e da terra, e ciências da saúde. A área de pesquisa que contabiliza o maior número de mulheres é a Saúde. Elas representam 56% do número total de especialistas que declaram ter doutorado na plataforma e, mesmo sendo maioria, ainda há desigualdade.

A ciência precisa ser incentivada entre meninas desde a educação básica. Estimulando a aproximação a outras áreas, como matemática e engenharias, é possível que a igualdade seja alcançada.

O papel da Fiocruz contra a desigualdade na ciência

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) promove, desde 2019, o evento “Mulheres e Meninas na Ciência na Fiocruz”, com propósito de ampliar a visibilidade do papel das mulheres na pesquisa. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações em consonância com a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU).

Algumas mulheres ligadas à Fiocruz tiveram destaque em premiações nos últimos quatro anos. As pesquisadoras Celina Turchi, Márcia Chame, Patrícia Brasil e Luisa Massarani são algumas delas e são referências no que fazem, e exemplos no meio acadêmico e científico..

Em 2016, a médica e pesquisadora da Fiocruz Pernambuco, Celina Turchi, foi incluída na lista dos dez cientistas mais importantes do ano, da revista Nature. Em 2017, recebeu o prêmio “Faz Diferença”, do Jornal O Globo, na categoria de personalidade do ano e, ainda foi escolhida, pela revista norte-americana Time, como uma das cem pessoas mais influentes do mundo.

Em 2018, o estudo em que Celina participou e tornou-se referência, que provou o elo entre o zika vírus e a microcefalia, foi o vencedor do Prêmio Péter Murányi, que reconhece os projetos mais relevantes e inovadores nos campos da ciência, educação e saúde. Neste mesmo ano, ela foi indicada na lista tríplice da área de Ciências Biológicas e da Saúde, para integrar o Conselho Deliberativo (CD) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A pesquisadora e coordenadora Márcia Chame, da Fiocruz, teve seu projeto premiado em 2017 pelo Ministério do Meio Ambiente, no Prêmio Nacional de Biodiversidade. O projeto Fiocruz Saúde Silvestre e Inclusão Digital: participação comunitária no monitoramento da biodiversidade, foi o vencedor da categoria Órgãos Públicos do Prêmio Nacional de Biodiversidade.

Em 2018 a pesquisadora Patrícia Brasil, chefe do Laboratório de Doenças Febris Agudas, do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz), foi vencedora do Prêmio Científico Christophe Mérieux, oferecido pela Foundation Christophe et Rodolphe Mérieux junto ao Institut de France, por seu projeto A história natural da infecção por zika durante a gestação. Na época, Patrícia foi a primeira cientista brasileira desde 2007, a segunda sul-americana, e quarta mulher a receber o prêmio.

Em fevereiro de 2020, a coordenadora do mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), Luisa Massarani, foi indicada como finalista da 14ª edição do Troféu Mulher Imprensa, na categoria Contribuição Acadêmica ao Jornalismo. O prêmio visa reconhecer o trabalho jornalístico das mulheres dentro e fora das redações brasileiras. Atualmente, a pesquisadora coordena o Instituto Nacional de Comunicação Pública em Ciência e Tecnologia (INCT/CPCT).